terça-feira, 16 de março de 2010

Giavanildo, o Novo herói Lusitano - A verdadeira História. Parte 1


Ele andava na casa dos vinte e poucos. Ela, por sua vez, era uma mulher mais vivida. Portadora dum portentoso coiro cabeludo loiro e oleoso, fazia embaraçar qualquer mulher com trinta e dois anos. Não tinha qualquer tipo de cuidado com a sua aparência e fazia da sua robustez um verdadeiro chamariz para o mais triste e desesperado homem. Mas, nem por sombras se pense que uma mulher deste calibre não vence no amor! Esse, o amor, é traiçoeiro para a maioria dos congéneres femininos espalhados por esse mundo fora… Porém, com esta mulher tudo parecia um verdadeiro inferno, tal era a sua capacidade para atrair homens desesperados para afogar e apaziguar as melancolias penianas.

Contudo, nem só de abundante e singela gordura vivia o brio desta mulher. Os dentes, segundo constam nos relatos profanos que viajaram de porca boca, em boca badalhoca, faziam lembrar velhos e destruídos pianos dum edifício situado em Berlim, após a Segunda grande Guerra, tal era a calamidade encontrada nas falhas das teclas. O bafo, esse, era qualquer coisa de abismal e atroz, fazendo o parecer dum mero esgoto, um velho e idealizado paraíso, com as águas cristalinas no lugar dum lago envenenado por corrimentos ilegais duma fábrica de resíduos tóxicos, evocando uma pequena Ilha das Maldivas.

Porém, isso não impediu do nosso herói, um aventureiro brasileiro, de seu nome de nascença, Giavanildo Isacson Jádson Kléber de Leite Verrati, de se apaixonar por Ermelinda Crespim de Sousa e Santos. Mas, antes de dar a conhecer ao mundo o maior amor do mundo – maior até que o de Romeu e Julieta e o de Edward Cullen e Bella Swan – vamos conhecer um pouco o herói desta saga.

Giavanildo, era um homem simples e do interior do Brasil, vindo de uma pequena e singela cidade (Vila Sapato Sujo), em Minas Gerais. Era bastante branquinho. E, apesar da idade, tinha um corpo de menino, um bigodinho mal semeado que esperneava por cima da beiçola e conseguia como ninguém, esboçar felicidade e alegria pelo 1,65m de altura. No entanto, tinha o coração mais puro de todo o grande Brasil. Mas, como todos os homens, tinha um sonho. Para ele, o seu grande móbil de vida seria único e irredutível: viver em Portugal, e, subjacentemente, ser sócio simpatizante do Sport Lisboa e Benfica.

Na rua, Giavanildo, cantarolava infamemente o hino português a todo o momento, somente parando, por uma questão de cortesia e respeito, quando se peidava. Giavanildo era assim. Um ávido admirador do país que levou a conhecer ao mundo, o grande Eusébio.

Infelizmente, tinha que viver sozinho e desolado, porque ainda não tinha conseguido encontrar a mulher certa para seguir em frente e completar plenamente o seu sonho. Já tinha o clube e país da sua vida; agora, só faltava que o amor lhe sorrisse.

Esperou vários anos, desde a adolescência, até chegar aos dias correntes. Nada. Niente. Rien. Nada. Nem uma única mulher parecia conseguir suprimir os seus caprichos. Havia tentado com algumas brasileirinhas de classe média e algumas até ligeiramente conhecidas, mas nenhuma dela conseguia preencher o espaço que lhe era esperado na vida de Giavanildo.

Houvera várias as mulheres que estiveram perto de conquistar Giavanildo, mas ficou sempre a faltar algo. Parecia que sempre que estava perto de se apaixonar, algo lhe metia raiva e conseguia perturbar a destreza do dia-a-dia. Esteve perto de se apaixonar por três mulheres. A primeira, logo com dezasseis anos, tinha na sua certidão de nascimento, o seguinte nome: Adriana Lima. Contudo, Giavanildo, não gostava de Limas. Então, com muito desgosto, resolveu ser sincero com a menina e dizer-lhe que já nada podia arrastar mais aquele falso amor…

Por seu turno, a segunda era uma bela e elegante, que dizia que se chamava Grazielli Massafera. Mas, mais uma vez, passados quinze dias de convivência mútua, Giavanildo não suportou e teve que lhe dizer e contar o que lhe apertava mais o coração, de lágrimas nos seus olhos castanhos de cor de azeitona frouxa. “Sabe, você é muito gostosa e bonita, mas eu não consigo casar com mulher que tem massa no nome. Sabe, eu não gosto muito de massa não.” E, assim, se foi um grande amor…

Mas, os azares amorosos continuaram. A rapariga que se seguia tinha um nome estranho para uma moça e simples brasileira: Gisele Bundchen. Mesmo assim, o nosso herói não se importou e seguiu em frente. Infelizmente, após dois meses de namoro, Giavanildo, apercebeu-se de algo que o assolou solenemente: não conseguia pronunciar correctamente o nome da futura mulher, que iria levar para Portugal. E, após muito pensar, teve que ser sincero mais uma vez. “Me desculpe, mas eu não consigo casar e fazer amor com uma mulher que nem consigo dizer o nome direito. Me perdoe.” Gisele ficou triste, mas não podia atrapalhar mais o coração de um homem que não era claramente o seu.

Foi, então, que Giavanildo tomou a maior decisão jamais tomada na sua vida. Decidiu embarcar sozinho para Portugal. O que o nosso herói não sabe, é que vai encontrar o seu grande amor no país dos seus sonhos.



Postado por AbílioDosReis

1 comentário: