“Boa Tarde, senhoras e sinhóres, daqui fala o vosso capitão Douglas, e queria agradecer em nome do TAP a sua preferência e desejar a todos os que visitem a grande cidade de Lisboa, qui desfrutem da sua beleza e riqueza arquitectónica e cultural e se divirtam. O céu está limpo e sendo polvilhado pelos raios solares; estão 33 graus centígrados e uma ligeira tendência para a temperatura continuar a subir. Em nome de toda equipe, um obrigado e uma boa estadia.”
Clap, clap, clap, clap.
Podia ouvir-se no Boing 474. Era o ruído das palmas. Havia muita agitação no avião; tinha sido uma viagem longa (cerca de catorze horas e meia) e com algum reboliço devido ao mau tempo que se fazia sentir a meio do atlântico norte. Giavanildo, claro está, nem se tinha apercebido do que se havia passado.
(Entretanto, chamou a aeromoça e pergunta, incrédulo, "Porque batem palmas, esta gentxi? Como é que as pessoas sabem que o capitão faiz anus hoji? Gentxi burra, qui nem sabe si o capitão Douglas gosta de fazer anus, e batem palmas na mesma!")
Não, porque estivesse a dormitar durante todo o processo, mas sim porque simplesmente não conseguia parar de olhar para fotografia amarrotada e amachucada, a preto e branco, dum velho jornal lusitano, do ícone, e do seu maior ídolo de todo o sempre: Eusébio da Silva Ferreira, o grande Pantera Negra.
“Senhor, desculpe, mas já aterra-mos e temos que seguir imediatamente para o autocarro que o aguarda, para que este o leve para o terminal 4 na Zona Norte do Aeroporto”, disse Joana, uma das aeromoças do voo de Giavanildo. Tinha cerca de 1,72cm de altura, pernas perfeitamente delineadas, uma retaguarda uniforme e confinada pela cegonha da Mercedes, cabelos negros compridos e escadeados e cheiroso, e, uns fantásticos olhos cinzentos. Sem esquecer, nunca, jamais, o busto olímpico que ostentava. E verdadeiro, ao contrário do que a mente mais perversa possa pensar numa primeira impressão… Depois, conseguia ser bastante atenciosa, educada, e, demonstrava uma subtileza de locomoção, que mais parecia que se levitava ligeiramente, do que andava. Certamente, mulher comum, não o seria. Era algo mais, algo que faria da palavra esterco, em algo muito mais jovial e inacreditável. Estava-mos, portanto, perante uma beleza celeste, só ao alcance de erros genéticos, porque Joana apenas fazia jus à palavra, perfeita. Porém, Giavanildo é a pessoa mais pura de todo o grande Brasil; e, como tal, não cedeu à beleza imposta involuntariamente por alguém que não tem culpa de possuir o físico de alguém que faria Tétis mudar de sexualidade. Assim sendo, o nosso herói, pergunta, terrivelmente assustado, “Norte? Ai, ai, ai, minha nossa!” e dá uma grande chapada na testa e começava a espernear, com as suas peludas pernas de menino, continuando, “Como é possíveu? Quero apresentá queixa, sinhora. Eu pedi avião prá Lisboa e vou para o Porto? Que raio de companhia é essa, hein?”
Joana, chistosa como sempre, retorquiu de forma pausada e educada, “Senhor, você está em Lisboa. Apenas tem de ir para a Zona Norte do Terminal. Só tem de entrar no autocarro e seguir caminho, não tem que se preocupar.”
Giavanildo ficou, agora, irritado.
“Sinhora! Você não percebeu. Eu não quero ir pró Porto, entendeu? Quero ir para a terra do grande Eusébio.”
“Senhor, como lhe disse anteriormente, você já está em Lisboa. Se quer ver a Estátua do senhor Eusébio, peça um táxi, que este leva-o até ao Estádio da Luz directamente.”
“Minina, cê tá louca? De táxi, do Porto a Lisboa pago um dinheirão! Não seja rola!”
Neste momento, Joana já um pouco perdida – mas encantada com o bigode parvo por cima do lábio carnudo do homem – sentou-se a seu lado e desviou os seus grandes olhos na direcção do novo herói lusitano e disse.
“Senhor, veja se consegue perceber. Você já está em Lisboa. Não está, mesmo, na cidade do Porto. Está em Lisboa, a cidade que viu o seu ídolo a jogar. E, para tirar uma fotografia nova do seu ídolo, basta pedir, à saída deste aeroporto, desta cidade de Lisboa, um táxi que o leve daqui, para o Estádio da Luz, onde está a estátua do senhor Eusébio.”
“Ahhhhhhhhhh”, disse o grande pequenino homem. “Qué dizé, qui já tou em Lisboa e que posso ir imediatamente para o estádio da Luz?”
“Sim, senhor. É o que lhe tenho tentado dizer.” E sorri.
“Ah, podgia ter dito logo, né sinhora?”
Joana não respondeu e apenas o levou para a porta de saída do avião. E, o que segue a seguir é um take digno duma cena dum filme de Scorsese. Imaginemos, então, que a cena começa com uma imagem do avião e um raio de sol cai sobre a porta, fazendo crer que uma figura do além estava prestes a surgir. Depois, um grande close-up do vulto. Depois, em slow-motion, nada mais, nada menos, Deus emerge e as lentes das câmaras captam algo mais que mágico…
Com um portentoso bronzeado à pedreiro, de t-shirt encarnada dos anos setenta da Coca-Cola com manga a cava; mochila rota ao ombro, calções gastos pelo sal e queimados e sem cor por causa do sol, às flores, cinco números acima da sua pequenina figura, dá um o primeiro passo em solo português e apresenta as suas havainas novinhas em folha, juntamente com duas unhas encravadas e a restantes pretas ao povo luso.
Estava iniciada uma nova Era, em Portugal. A partir deste momento, no território outrora de Camões (agora de Giavanildo), havia o antes e o depois. Havia o antes, onde Amália e Eusébio (e o Cristiano Ronaldo, vá) eram os heróis e principais figuras no estrangeiro. E, o depois, onde o nome de Giavanildo fazia com que Angelina Jolie sentisse e se interroga-se se ainda era uma celebridade.
Estamos, pois, a romper e a vincar o DEPOIS. No entanto, voltemos ao momento e às analogias cinematográficas.
Já está.
Aí está ele.
Sobre o sol, a câmara gira em seu redor, a fotografia está impecável e ele vê mais uma mulher, que fazia a Joana parecer medíocre e simples. Só que esta, tinha 1,79 de altura, cabelos loiros lisos até ao rabiosque, olhos verdes escuros, uma cara daquelas que faz parecer a Jolie um bode. Uma beleza rara e singela do mundo. Chama-se Amalie Blowjobvist, era norueguesa, 28 anos e colega de quarto de Joana. Contudo, a câmara dá uma segunda volta em slow-motion, e o protagonista desta epopeia, tem o primeiro pensamento, em/de Portugal.
Eis, então, a partilha do primeiro pensamento de Giavanildo: Puxa… Caramba, só minina fêa neste país. Não conhecem o biquíni e a suga, não? Que sol bonito, o sol de Portugal é maravilhoso, só falta mesmo, gentxi bonita e rabo grande.
Contudo, mesmo céptico à falta de beleza em Portugal, avança destemido. Na sua mente só está uma coisa: a estátua do Eusébio.
Mas, o futuro tem outros planos para ele. Até porque, enquanto esperava por um táxi, algo atinge os seus globos oculares e as suas peludas narinas. No primeiro dos sentidos, um relâmpago furou os meus olhos, pensou ele. Mas, não. Era apenas o brilho dumas botas até ao joelho, brancas, envernizadas, dos cowboys dos filmes da década de 50, compradas por 2,500$ no e-bay. Para o segundo sentido, muito contribuiu a falta de teclas na cremalheira e o insucesso nos produtos da Rexona. Porém, Giavanildo cobriu tudo isso e olhou para a sua esquerda. É isso mesmo. Com calças Doce&Galvana (nº 56); camisa branca Marco Jacóvio com sutiã floreado, preto, num peito 48 XXL, Ermelinda Crespim de Sousa e Santos falava alto e sem qualquer tipo de educação, no seu Nokia 3310.
Os olhos de Giavanildo estavam molhados. O bigodinho, rabujava ao sabor da leve brisa que batia no seu rosto, tal era a gritaria que provinha da boca da senhora.
Aconteceu, sem dar por isso. Não foi planeado. Foi tudo como o verdadeiro amor, deve ser. Impressível, bonito, singelo, arrebatador, violento.
Estava mais que certo daquilo que sentia. Não precisava que ninguém lho dissesse.
Estava, irrevogavelmente, apaixonado por ela.
Podia ouvir-se no Boing 474. Era o ruído das palmas. Havia muita agitação no avião; tinha sido uma viagem longa (cerca de catorze horas e meia) e com algum reboliço devido ao mau tempo que se fazia sentir a meio do atlântico norte. Giavanildo, claro está, nem se tinha apercebido do que se havia passado.
(Entretanto, chamou a aeromoça e pergunta, incrédulo, "Porque batem palmas, esta gentxi? Como é que as pessoas sabem que o capitão faiz anus hoji? Gentxi burra, qui nem sabe si o capitão Douglas gosta de fazer anus, e batem palmas na mesma!")
Não, porque estivesse a dormitar durante todo o processo, mas sim porque simplesmente não conseguia parar de olhar para fotografia amarrotada e amachucada, a preto e branco, dum velho jornal lusitano, do ícone, e do seu maior ídolo de todo o sempre: Eusébio da Silva Ferreira, o grande Pantera Negra.
“Senhor, desculpe, mas já aterra-mos e temos que seguir imediatamente para o autocarro que o aguarda, para que este o leve para o terminal 4 na Zona Norte do Aeroporto”, disse Joana, uma das aeromoças do voo de Giavanildo. Tinha cerca de 1,72cm de altura, pernas perfeitamente delineadas, uma retaguarda uniforme e confinada pela cegonha da Mercedes, cabelos negros compridos e escadeados e cheiroso, e, uns fantásticos olhos cinzentos. Sem esquecer, nunca, jamais, o busto olímpico que ostentava. E verdadeiro, ao contrário do que a mente mais perversa possa pensar numa primeira impressão… Depois, conseguia ser bastante atenciosa, educada, e, demonstrava uma subtileza de locomoção, que mais parecia que se levitava ligeiramente, do que andava. Certamente, mulher comum, não o seria. Era algo mais, algo que faria da palavra esterco, em algo muito mais jovial e inacreditável. Estava-mos, portanto, perante uma beleza celeste, só ao alcance de erros genéticos, porque Joana apenas fazia jus à palavra, perfeita. Porém, Giavanildo é a pessoa mais pura de todo o grande Brasil; e, como tal, não cedeu à beleza imposta involuntariamente por alguém que não tem culpa de possuir o físico de alguém que faria Tétis mudar de sexualidade. Assim sendo, o nosso herói, pergunta, terrivelmente assustado, “Norte? Ai, ai, ai, minha nossa!” e dá uma grande chapada na testa e começava a espernear, com as suas peludas pernas de menino, continuando, “Como é possíveu? Quero apresentá queixa, sinhora. Eu pedi avião prá Lisboa e vou para o Porto? Que raio de companhia é essa, hein?”
Joana, chistosa como sempre, retorquiu de forma pausada e educada, “Senhor, você está em Lisboa. Apenas tem de ir para a Zona Norte do Terminal. Só tem de entrar no autocarro e seguir caminho, não tem que se preocupar.”
Giavanildo ficou, agora, irritado.
“Sinhora! Você não percebeu. Eu não quero ir pró Porto, entendeu? Quero ir para a terra do grande Eusébio.”
“Senhor, como lhe disse anteriormente, você já está em Lisboa. Se quer ver a Estátua do senhor Eusébio, peça um táxi, que este leva-o até ao Estádio da Luz directamente.”
“Minina, cê tá louca? De táxi, do Porto a Lisboa pago um dinheirão! Não seja rola!”
Neste momento, Joana já um pouco perdida – mas encantada com o bigode parvo por cima do lábio carnudo do homem – sentou-se a seu lado e desviou os seus grandes olhos na direcção do novo herói lusitano e disse.
“Senhor, veja se consegue perceber. Você já está em Lisboa. Não está, mesmo, na cidade do Porto. Está em Lisboa, a cidade que viu o seu ídolo a jogar. E, para tirar uma fotografia nova do seu ídolo, basta pedir, à saída deste aeroporto, desta cidade de Lisboa, um táxi que o leve daqui, para o Estádio da Luz, onde está a estátua do senhor Eusébio.”
“Ahhhhhhhhhh”, disse o grande pequenino homem. “Qué dizé, qui já tou em Lisboa e que posso ir imediatamente para o estádio da Luz?”
“Sim, senhor. É o que lhe tenho tentado dizer.” E sorri.
“Ah, podgia ter dito logo, né sinhora?”
Joana não respondeu e apenas o levou para a porta de saída do avião. E, o que segue a seguir é um take digno duma cena dum filme de Scorsese. Imaginemos, então, que a cena começa com uma imagem do avião e um raio de sol cai sobre a porta, fazendo crer que uma figura do além estava prestes a surgir. Depois, um grande close-up do vulto. Depois, em slow-motion, nada mais, nada menos, Deus emerge e as lentes das câmaras captam algo mais que mágico…
Com um portentoso bronzeado à pedreiro, de t-shirt encarnada dos anos setenta da Coca-Cola com manga a cava; mochila rota ao ombro, calções gastos pelo sal e queimados e sem cor por causa do sol, às flores, cinco números acima da sua pequenina figura, dá um o primeiro passo em solo português e apresenta as suas havainas novinhas em folha, juntamente com duas unhas encravadas e a restantes pretas ao povo luso.
Estava iniciada uma nova Era, em Portugal. A partir deste momento, no território outrora de Camões (agora de Giavanildo), havia o antes e o depois. Havia o antes, onde Amália e Eusébio (e o Cristiano Ronaldo, vá) eram os heróis e principais figuras no estrangeiro. E, o depois, onde o nome de Giavanildo fazia com que Angelina Jolie sentisse e se interroga-se se ainda era uma celebridade.
Estamos, pois, a romper e a vincar o DEPOIS. No entanto, voltemos ao momento e às analogias cinematográficas.
Já está.
Aí está ele.
Sobre o sol, a câmara gira em seu redor, a fotografia está impecável e ele vê mais uma mulher, que fazia a Joana parecer medíocre e simples. Só que esta, tinha 1,79 de altura, cabelos loiros lisos até ao rabiosque, olhos verdes escuros, uma cara daquelas que faz parecer a Jolie um bode. Uma beleza rara e singela do mundo. Chama-se Amalie Blowjobvist, era norueguesa, 28 anos e colega de quarto de Joana. Contudo, a câmara dá uma segunda volta em slow-motion, e o protagonista desta epopeia, tem o primeiro pensamento, em/de Portugal.
Eis, então, a partilha do primeiro pensamento de Giavanildo: Puxa… Caramba, só minina fêa neste país. Não conhecem o biquíni e a suga, não? Que sol bonito, o sol de Portugal é maravilhoso, só falta mesmo, gentxi bonita e rabo grande.
Contudo, mesmo céptico à falta de beleza em Portugal, avança destemido. Na sua mente só está uma coisa: a estátua do Eusébio.
Mas, o futuro tem outros planos para ele. Até porque, enquanto esperava por um táxi, algo atinge os seus globos oculares e as suas peludas narinas. No primeiro dos sentidos, um relâmpago furou os meus olhos, pensou ele. Mas, não. Era apenas o brilho dumas botas até ao joelho, brancas, envernizadas, dos cowboys dos filmes da década de 50, compradas por 2,500$ no e-bay. Para o segundo sentido, muito contribuiu a falta de teclas na cremalheira e o insucesso nos produtos da Rexona. Porém, Giavanildo cobriu tudo isso e olhou para a sua esquerda. É isso mesmo. Com calças Doce&Galvana (nº 56); camisa branca Marco Jacóvio com sutiã floreado, preto, num peito 48 XXL, Ermelinda Crespim de Sousa e Santos falava alto e sem qualquer tipo de educação, no seu Nokia 3310.
Os olhos de Giavanildo estavam molhados. O bigodinho, rabujava ao sabor da leve brisa que batia no seu rosto, tal era a gritaria que provinha da boca da senhora.
Aconteceu, sem dar por isso. Não foi planeado. Foi tudo como o verdadeiro amor, deve ser. Impressível, bonito, singelo, arrebatador, violento.
Estava mais que certo daquilo que sentia. Não precisava que ninguém lho dissesse.
Estava, irrevogavelmente, apaixonado por ela.
perdoem-me proferir tal comentario, mas giavanildo é um bocado como o noel, um cepo! entao tem duas touras lindissimas mesmo ao lado dele, uma das quais com um sobrenome peculiar, e apaixona-se pela primeira mulher de ma vida que ve? ALGUEM QUE DE UNS OCULOS AO RAPAZ!!!
ResponderEliminarTens de perceber que ele não quer apenas a parte carnal. Ele quer, sim, ficar com alguém que pode amar. E, não sei que nome peculiar falas... :O
ResponderEliminarBLOWJOBvist!!!!! eu para mim ele e parvo!
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